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segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Tudo tem um Preço

O preguiçoso mete a mão no prato e não quer ter o trabalho de a levar a boca. Prov. 19: 24

Pedro Lima, amigo de velhos tempos, contou-me que, encontrou um camponês, dono de um bom pedaço de terra, sentando, fumando um cigarro de palha e queixando-se de sua terrível situação financeira.

- Aqui dá milho? – perguntou Pedro.
- Dá não sinhô. – respondeu o camponês, com o seu sotaque típico do interior.
- Dá mandioca?
- Dá não sinhô.
- Dá soja, feijão, alguma outra coisa?
- Dá não sinhô.
- Mas você já plantou?
- Plantei não sinhô.

Pode-se colher algo que não foi plantado? É possível passar a vida lamentando a triste “sorte” e esperando de braços cruzados que o “destino” seja misericordioso com a gente. “O preguiçoso mete a mão no prato” – afirma Salomão. Ele deseja, anseia, quer, sonha e espera, como todo ser humano. Vê o prato das oportunidades ao seu alcance. Contempla como outros, fartam-se com os manjares deliciosos da prosperidade, felicidade e do êxito. Ele até coloca a mão no prato, mas não se dá o trabalho de levar a comida à boca. Quer que tudo aconteça por acaso.

A sabedoria leva a pessoa entender que todo sonho tem um preço e que o preço do sonho é o trabalho. Construir um casamento feliz, por exemplo, requer esforço. O caminho mais fácil é o divórcio. Ser aprovado num exame, requer horas de estudo, a desculpa mais simples é dizer que a prova estava muito difícil. Educar filhos moral e emocionalmente sadios, requer horas de paciência e dedicação, a saída mais atrativa é achar que providenciando recursos materiais para os filhos, a paternidade foi cumprida. Fazer dinheiro é fruto do trabalho e do domínio próprio, a solução mais cômoda é jogar na loteria.

A figura que Salomão usa para descrever o preguiçoso é engraçada, mas, usando a ironia, mostra a realidade de muita gente que não está disposta a pagar o preço dos sonhos. Antes de iniciar suas atividades hoje, pense: O que você poderia fazer para melhorar pelo menos em três aspectos de sua vida. Pense na vida espiritual, familiar e profissional. Você está disposto a pedir a Deus, sabedoria para dar prioridade, as coisas que são realmente prioritárias? Dá trabalho? Sem dúvida! É difícil? Certamente! Mas lembre-se do provérbio:” O preguiçoso mete a mão no prato e não quer ter o trabalho de levar à boca”.
Alejandro Bullón

sábado, 12 de setembro de 2015

Por que me Desamparaste?

Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? Por que se acham longe de minha salvação as palavras de meu bramido? Sal 22:1

“Por favor, não me deixe aqui mãe”, foi o clamor desesperado da pequena Alana, naquele trágico dia que os seqüestradores chechenos se apoderaram da escola de Beslan na Rússia.

Os seqüestradores, forçaram Zalina a abandonar a filha de seis anos em prantos. Somente assim ela poderia sair da escola salvando o filho de dois anos. Escolha terrível! Fazer o que? Morrer ali com os dois filhos, ou salvar pelo menos um? As horas seguintes para Zalina foram literalmente o inferno. Cada segundo parecia ser uma labareda de fogo de sua própria consciência. Imaginava o que estaria acontecendo aquela noite com Alana, no assustador ginásio ao lado dos seqüestradores. Graças a Deus, no dia seguinte, ela teve de volta sua filha. Coberta de sangue, em choque, desidratada, mas viva.

Zalina sabe que um dia terá que olhar nos olhos de Alana e explicar porque teve que fazer aquela difícil escolha. “Isso deixa marcas, se recrimina – nós duas nunca mais seremos as mesmas.”

Séculos atrás, numa montanha solitária, pendurado numa cruz Jesus exclamou, como a Alana: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” Não existe pior sentimento que o de solidão e desamparo. Você olha para todos os lados e não vê ninguém. O clamor de Cristo era mais dramático ainda, porque Ele afirmou muitas vezes “Meu Pai e Eu somos um”. O que foi que acontecera com aquela unidade maravilhosa?

Na cruz, o Senhor Jesus carregou sobre Si a culpa de todos nós e experimentou na própria carne a crueldade do pecado. Ao carregar voluntariamente a culpa da humanidade Jesus chegou a conhecer o sentimento de desamparo e solidão que se apodera da criatura quando se afasta do Criador.

Inutilmente, o ser humano tenta achar o “seu” caminho sozinho, encorajado pelo existencialismo. O fracasso, a frustração e o vazio parecem persegui-lo sempre. Por que viver assim, se alguém já pagou o preço da culpa na cruz? É tão simples e ao mesmo tempo tão difícil para o orgulhoso coração humano, aceitar a oferta divina, mas é a única saída.

Antes de iniciar suas atividades de hoje, lembre-se que você não precisa mais sentir-se só, porque um dia alguém em seu lugar, já disse: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?”
Alejandro Bullón